Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

é com muito pesar que eu informo que virei um cafuçu de praia, but I like it.

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

hoje o Chris me olhou e disse "eu não vejo a gente acabando. o único fim que eu vejo é quando você for embora, mas antes disso eu não consigo ver nós dois separados". eu também não. eu simplesmente não me vejo sem ele.

engraçado como eu pensava em nós dois separados no tempo da crise. eu sentia como se não fosse conseguir nunca lidar com o fato de que ele me ama, eu o amo, mas somos diferentes. eu não sabia como levar uma relação tão séria. eu estava sufocado por tantas coisas ao mesmo tempo que não conseguia lembrar que ele era o cara dos meus sonhos, o menino que eu jurava que nunca fosse encontrar. e a nossa história? poucas pessoas viveram uma história destas.

na terça-feira de carnaval um amigo me disse que levaria um amigo dele para o Recife Antigo com a gente. muito curioso, pedi uma foto dele. o cara era bonito. não, ele era lindo. poucas vezes eu tinha visto um cara lindo como aquele. mesmo achando que ele nunca fosse me dar bola, pedi ao meu amigo para que mostrasse meu orkut a ele. menos de dois minutos depois havia um pedido de amizade dele no orkut e uma mensagem dizendo para eu adicioná-lo no MSN.

"Jimmy, no dia 30 de dezembro do ano passado,você estava na Agamenom Magalhães? Foi o dia do resultado do vestibular da UFPE". de primeira parece uma pergunta absurda, mas foi isso que o Chris me perguntou assim que começamos a conversar. e o pior era que eu estava sim na Agamenom Magalhães naquele dia. fui resolver algumas coisas por lá e depois fui encontrar o meu irmão no Derby,para irmos ver o resultado do vestibular dele na Covest. quando eu esperava o ônibus para ir encontrar o meu irmão, lembrei que havia um cara lindo que ficou me olhando na parada. lindo. é claro que eu não iria falar com ele. ele podia dar uma de louco e dizer que eu estava imaginando tudo. ou podia dar tudo certo mas eu perder o telefone dele, já que eu iria para SP passar um mês no dia seguinte. mas lembro que nos olhamos com muita certeza do que queríamos.

abri novamente a foto do Chris e me dei conta: ele era o garoto da parada de ônibus. nessa hora meus olhos se encheram de lágrimas e eu fiquei totalmente sem palavras. ele dizia que queria muito me ver, que não acreditava que tinha me encontrado de novo e que aquilo só poderia ser destino. eu não podia discordar. ele era lindo, ele queria me ver, eu queria vê-lo. eu tinha acabado de voltar de um mês em SP, onde conheci um cara maravilhoso que me deu um pé na bunda que me fez ter vontade de jamais encostar em ninguém. tanto que voltei dizendo "o proximo cara que ficar a fim de mim vai ter que batalhar para me ganhar". mas porra, só algumas palavras, um fato isolado, um olhar cruzado e eu estava certo de que naquela noite a minha vida iria mudar.

a gente se viu e eu quase não acreditei que ele era de verdade. estávamos sentados na calçada conversando, quando começou a chover. um bloco passou animado debaixo d'agua enquanto nós dois ficávamos espremidos embaixo de um guarda chuva. e ali, olhando para ele, eu tive certeza que queria esquecer tudo o que eu tinha dito dias antes. eu sabia que ele era como eu queria que o meu próximo namorado fosse. por que resistir se eu o tinha ali, olhando para mim e sorrindo em silêncio?

o nosso primeiro beijo embaixo do guarda chuva acelera o meu coração até hoje. a vida tem vários momentos bons, ruins e impressionantes, mas poucos ficam guardados para sempre. e eu sei que esse vai ficar. tenho certeza que, mesmo se um dia nos separarmos, eu vou lembrar do beijo embaixo do guarda-chuva azul em uma rua do Recife antigo quando eu começar a morrer a cada aniversário.

todo mundo achou loucura quando, no mesmo dia, eu disse que estávamos namorando. eu também achei insano. mas me veio na cabeça uma coisa: não há receita para que esse tipo de coisa dê certo. e daí que ele era um desconhecido? o meu coração batia desesperadamente por um desconhecido lindo, doce, sincero. eu morria de medo de tudo aquilo virar "canalha, filho da puta e mentiroso" em uma semana, é claro. mas eu sentia que era a hora de ser feliz. e eu estava certo. era o momento. eu finalmente havia saído do "quase" para o "sim".

quando eu digo ao Chris que o amo sempre lembro da parada de ônibus, do guarda-chuva, de ele me acordando no dia do meu aniversário, da primeira briga que terminou com ele me abraçando enquanto eu chorava e de eu olhando em seus olhos naquele primeiro dia, antes mesmo do primeiro beijo, quando ele perguntou "O que foi?" e eu respondi "Só estou te olhando", sem saber que repetiriamos essas falas todas as vezes em que o silêncio chegasse e eu não conseguisse tirar os olhos dele.

eu não consigo imaginar o meu futuro mais. eu sei onde quero ir e o que quero fazer, mas não tenho idéia de quem vai estar ao meu lado. morro de medo de deixar o grande amor da minha vida passar por um sonho. mas também não posso deixar o grande sonho da minha vida virar a grande frustração sobre a qual eu vou sempre falar. a vida é só uma. hoje eu vivo o amor, amanhã viverei o sonho. mas a todo o momento ambos estão acesos dentro de mim. e a cada dia fica mais claro que eu preciso dos dois para sentir que há vida correndo em minhas veias.

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

já repararam como nos filmes a chuva é poética? chove e o mocinho está la, na janela, pensando no amor que ele teme em perder. uma lágrima cai dos olhos dele ao mesmo tempo em que uma gota escorre pela janela do vidro frio. tão lindo e tão clichê.

o pior de tudo é que na vida real a chuva não é tão poética assim. primeiro que se você mora em uma cidade quente e não dirige, como eu,você sabe que vai cozinhar dentro dos ônibus - que os populares fazem questão de manter totalmente fechado, não importando a temperatura nem o cheiro que está dentro. depois que se você usar uma roupa mais grossinha você vai suar e parecer ridículo. e por último as ruas alagadas molharão seus pés, deixarão o transito infernal e permitirão que motoristas joguem todo o conteúdo das poças de água em cima de você em um shower bem emocionante.

hoje eu bem queria sair para fazer jogging ou até mesmo andar um pouco, sem compromisso. mas a chuva tira toda a vontade do mundo de fazer qualquer coisa. melhor me trancar em casa e ver o tempo passar pela minha janela de vidro.

Domingo, 5 de Julho de 2009

cara, como eu detesto domingos se eu não estiver de ressaca. porque eu acho que os domingos realmente não foram feitos para serem aproveitados, mas para serem passados com sono e moleza para no fim da noite você sair para jantar com os amigos e reclamar da segunda-feira.

odeio o gosto de bebida misturado com cigarro e coisas afins que fica na boca quando a gente acorda em um domingo lá pelas 3 da tarde. aliás, eu nem tenho mais o privilégio de acordar as 3 da tarde porque as cortinas do meu quarto são persianas verticais e algumas peças estão faltando. e são JUSTAMENTE AS QUE COBREM A PARTE EM QUE O SOL VAI PARA DIRETO NA MINHA CARA. desgraça total acordar com um foco de luz na cara, mas essa é a vida que eu mereço no momento.

o bom dos domingos são os jantares, na falta de coisa melhor para fazer. e a gente sempre vai comer sushi no mesmo lugar, na falta de culinária e lugares melhores. talvez eu ainda vá caminhar um pouco no calçadão. vou colocar uma música que me faça pensar que estou na Califórnia e gastar umas caloriazinhas que to precisando. isso se a preguiça deixar porque, se não é a ressaca, é ela que me impede de me mexer em um domingo sem graça.

Sábado, 4 de Julho de 2009

roda moinho, roda peão

olha, eu adoro as voltas que o mundo dá. ontem antes de sair de casa, estava contando a Jully sobre um dia em que eu sai chorando pelas ruas. eu sei que é decadente e mexicano, mas não ria porque se você nunca saiu pela rua chorando, o seu dia vai chegar.



o meu chegou e foi patético. eu chorei por um menino por quem eu era louco, mesmo sem nunca termos trocado mais que algumas palavras, e que me ignorava sumariamente. isso me deixou pirado e com vontade de ir no supermercado de boné e óculos escuros na manhã de um domingo chorar.



ontem na boate vi o tal garoto, se é que posso chama-lo assim hoje. o desenrolar da minha história com ele foi o seguinte: ele me disse que era hétero,mas menos de um mês depois estava namorando uma travesti. além disso ele também decidiu virar travesti. hoje ele é loirissima e bela, mas eu dou graças a Deus que nunca encostei nele. porque amigos, se for pra pegar mulher, prefira sempre uma original.



uma coisa é certa: a noite de ontem foi ótima. my sweet estava tão lindo e carinhoso, e trocamos declarações que eu nunca pensei que fosse trocar com quem quer que seja. tudo bem que faltou luz e a boate ficou quente e eu vi milhões de pessoas se espremendo para ver uma mulher desconhecida cantar musicas de buatchy ao vivo e desafinada. mas ao menos o DJ era decente e tocou Billie Jean logo assim que eu pedi e eu e meus amigues dançamos e cantamos mais desafinados que a mulher. mas a gente pode. a gente sempre pode tudo.

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

acordei com pressa para ir à praia. logo eu, que odeio areia e calor. mas pelo menos uma vez por ano vou à praia. afinal de contas, todos os dias uma cambada de turistas desembarcam aqui gastando milhares de dólares com a praia de Boa viagem nos sonhos. para mim ela é uma realidade bem próxima: menos de cinco minutos a pé. da minha varanda eu consigo ver o mar. é claro que eu prefiro a visão dos prédios, avenidas e carros, mas não posso ignorar a existência da praia, nem a sua beleza evidente.

sentados em cadeiras e embaixo de um guarda sol eu e meus amigues comemos kilos de amendoim e rimos muito. das pessoas, das lembranças, da vida. lembrei que se eu vivesse em São Paulo eu odiaria bem mais a praia, porque Guarujá não passa de água, areia e chuva. e claro, muita gente nadaver. aqui a praia é cheia de gente nadaver fumando maconha e comendo queijo de coalho. mas o céu é limpo, a cor da água é vívida e o sol queima de verdade.

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

acho que passei muito tempo tentando entender o Chris. eu questiono demais. eu sempre quero entender tudo, mesmo sabendo que nessa porra de vida a gente se ilude muito quando acha que sabe das coisas. sempre algo vai te pegar de surpresa e desmontar aquela verdade na qual você escolheu acreditar. eu sei disso, mas algo aqui dentro pergunta, cobra, exige um domínio de tudo. ou ao menos do que tenho.

o que eu ainda não entendi, na verdade, é que ele não é meu. portanto, eu não o tenho. ele, apenas ele, é quem vai conhecer a sua essência por completo. ninguém além dele vai compreender a razão por trás do que ele fala, sente, é. só ele sabe porque e se realmente me ama. assim como apenas eu sei exatamente o que sinto por ele.

fico sem fala ao vê-lo falar que me ama com lágrimas nos olhos ou quando ele me diz que atravessou a cidade, sem que eu soubesse, para comprar um livro raríssimo que eu sempre quis ter. não sei o que dizer quando ele põe a sua mão no meu ombro e me massageia, fazendo eu me desligar completamente do mundo. faltam palavras para descrever como o cheiro e o sabor da sua pele me fazem desejá-lo de uma forma tão forte.

eu não sei como dizer sem falar um clichê atrás do outro. mas todos os clichês do mundo são lindos quando fazem parte da vida real. eu sei porque agora é o que eu vivo. eu o amo.